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Fotógrafa suíço-brasileira recebe Medalha Goethe

Claudia Andujar, Goethe-Medaille

Claudia Andujar, Goethe-Medaille, © Goethe-Institut

Artigo

A Ministra de Estado da Alemanha, Michelle Müntefering, participou da cerimônia de entrega dos prêmios, que ocorreu no final de agosto no Castelo Residenzschloss Weimar.

"A cerimônia de premiação da Medalha Goethe em 2018 tem como lema “Uma vida depois da catástrofe". Esse lema também abre uma perspectiva para o futuro. A história da humanidade, especialmente a história alemã, mostra que pode haver uma vida após a catástrofe. Depois do nacional-socialismo, após o Holocausto e a aniquilação de milhões de pessoas, um novo começo foi, no entanto, possível", ressaltou a Ministra.

A fotógrafa documental suíço-brasileira Claudia Andujar foi uma das premiadas deste ano, pelo seu empenho pelo povo indígena Yanomami, que vive na região amazônica.

Claudia Andujar, nascida em 1931 na Suíça, passou a infância na Romênia e na Hungria até ser obrigada a fugir, em companhia da mãe, da perseguição pelo regime nazista. Seu pai, um judeu húngaro, e boa parte de seus parentes morreram em 1944 no campo de concentração de Dachau. Em 1945, Andujar emigrou para os EUA, onde passou a viver com um tio. Lá começou a estudar Humanidades e teve seus primeiros contatos com a fotografia. Seus primeiros reconhecimentos como fotojornalista aconteceram em Nova York, com publicações para a revista “Life” e para o “New York Times”. Também o Museu de Arte Moderna (MoMA) acolheu fotografias suas em seu acervo. Em 1955, ela seguiu, afinal, ao encontro de sua mãe, que havia emigrado para São Paulo.

 A maior influência sobre sua vida e atuação artística se deu através do encontro com os Yanomami, ameaçados pela destruição do espaço no qual viviam em função de interesses econômicos. Em 1971, Andujar viajou pela primeira vez para a região amazônica como fotógrafa da revista “Realidade”, tendo ficado fascinada com a forma de vida dos Yanomami. Ela passou a se distanciar cada vez mais do fotojornalismo para se dedicar a seu projeto de vida: a proteção dos Yanomami. Entre 1971 e 1978, Andujar viveu com eles na Amazônia, até que o governo militar a expulsou de lá.

Sem sua atuação incansável, não apenas com a câmera, o lugar onde vivem os Yanomami talvez até hoje não tivesse sido transformado em área de proteção ambiental.

 

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