Willkommen auf den Seiten des Auswärtigen Amts

Agir de forma decidida em vez de apenas reagir – a presidência alemã do G7 em 2022

Logotipo da Presidência alemã do G7 em branco sobre fundo azul.

Logotipo da Presidência alemã do G7, © Governo Federal

01.01.2022 - Artigo

A 1 de janeiro de 2022, a Alemanha assumirá durante um ano a presidência do G7. A Ministra Federal das Relações Externas, Annalena Baerbock, aposta numa agenda de prevenção e de transformação, sendo os principais tópicos a crise climática, a pandemia e o reforço da resiliência das democracias.

Coordenação em questões de política externa e de segurança no topo da Agenda

Uma coordenação estreita, informal e num clima de confiança em torno dos desafios e de crises da política externa e de segurança constitui um ponto central da agenda dos ministros e ministras do Exterior do G7. O G7 oferece uma plataforma única para, com base nos nossos valores comuns, dar impulsos importantes para a resolução de conflitos e para lidar com desafios estratégicos. É um aspeto que pretendemos continuar a desenvolver durante a presidência alemã, pois em 2022, infelizmente, o número de crises com que nos deparamos não deverá diminuir. 

Democracias liberais eficientes alicerçadas num sólido fundamento de valores

Só juntos seremos capazes de resolver os desafios globais. Para o G7, isto significa que temos de afirmar aquilo que defendemos enquanto democracias liberais comprometidas com o multilateralismo, em vez de apenas olharmos para aquilo que rejeitamos.

- Annalena Baerbock, Ministra Federal das Relações Externas

Mas há mais em jogo: A Alemanha definiu como um dos seus objetivos tornar mais sólida a base de valores do G7. Para tal, queremos dar ainda mais destaque a relevantes questões de direitos humanos em áreas como a inteligência artificial e a igualdade de género, por exemplo, bem como relativamente à responsabilização em caso de violações dos direitos humanos. Ao mesmo tempo, queremos trabalhar para assegurar que as democracias liberais permaneçam eficazes e consigam efetivamente oferecer às pessoas mais liberdade, segurança e prosperidade sustentada. 

Agenda de prevenção e transformação como um leitmotiv: A crise climática é um de três temas prioritários

Não é só a crise climática que mostra a importância de uma ação proativa, precoce e conjunta. É por isso que queremos fazer‑nos valer do poder de influência do G7 em prol de uma agenda de prevenção e de transformação resoluta:

Agir antes que seja tarde: Esta é a principal mensagem que queremos debater no círculo das ministras e dos ministros do Exterior, tendo em vista a crise climática, tendo naturalmente em vista o combate à pandemia, mas tendo também em vista a resiliência das democracias.

- Annalena Baerbock, Ministra Federal das Relações Externas

  1. A nova escalada da crise climática causa não só um sofrimento terrível às pessoas individuais, como também intensifica os conflitos nas mais variadas regiões do mundo. A política climática é uma política de segurança preventiva e, portanto, uma componente central da nossa política externa e da nossa presidência do G7. Queremos expandir substancialmente o compromisso climático do G7. As parcerias energéticas e climáticas são uma oportunidade real para uma prosperidade que seja sustentável, especialmente para os países com níveis de emissões elevados ou fortemente dependentes de combustíveis fósseis. Será também uma questão de apostar, no quadro do G7, numa ajuda humanitária proativa como um instrumento para mitigar – entre outras coisas – as repercussões da crise climática, bem como de desenvolver uma melhor compreensão comum da relação entre o clima e a segurança.

  2. Queremos reforçar o multilateralismo durante a nossa presidência do G7. Só juntos seremos capazes de enfrentar crises como a pandemia do coronavírus; temos de reagir a crises futuras de forma atempada, unida e com base na ciência e no conselho dos especialistas. As Nações Unidas oferecem o enquadramento adequado para esse fim. Por este motivo, a agenda dos ministros e das ministras do Exterior do G7 inclui o reforço da arquitetura internacional da saúde e uma maior equidade no acesso a vacinas a nível global.

  3. Como parceiros do G7 unidos pelos mesmos valores, partilhamos a preocupação de tornar as nossas democracias mais resilientes. As campanhas de desinformação, por exemplo, constituem uma ameaça real para sociedades abertas como as nossas. Assim, queremos também colocar na ordem do dia projetos para uma melhor cibersegurança que envolvam países parceiros selecionados fora do círculo do G7 e investimentos futuros em infraestruturas globais comuns.

Marcos da presidência de 2022

Os marcos “tradicionais” do calendário dos ministros e ministras do Exterior do G7 em 2022 são duas reuniões a nível ministerial, uma em maio e uma segunda no outono de 2022. Além disso, como todos os anos, haverá uma reunião conjunta dos ministros e ministras do Exterior do G7 à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, que habitualmente trata de questões multilaterais atuais. 

Aprofundamento das relações com parceiros com os mesmos valores fora do círculo do G7

Os países do G7 não querem ficar sozinhos: Também a Alemanha irá convidar outros países que defendam valores comuns como a liberdade e o Estado de direito. Nas próximas reuniões dos ministros e ministras do Exterior, vamos, numa primeira fase, focar‑nos em países do continente africano e, em seguida, virar as nossas atenções para a região do Pacífico.

 


Para início da página